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Gabriel Diniz: mau tempo e erro do piloto levaram à queda de avião com o cantor, diz FAB

Por Agência Estado, 30/10/2020 às 15:42
atualizado em: 30/10/2020 às 16:17

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Foto: Divulgação
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Condições meteorológicas adversas, atitude do piloto e indisciplina do voo levaram à queda do avião que transportava o cantor Gabriel Diniz, de 28 anos. As afirmações estão no relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), divulgado nessa quinta-feira (29).

O relatório investigou as causas que levaram ao acidente com a aeronave Piper Cherokee PT-KLO, modelo PA-28-180, ocorrido no dia 27 de maio do ano passado.

O documento aponta seis fatores para a queda do avião. Além dos já citados, foram listados: julgamento de pilotagem, planejamento de voo e processo decisório. Segundo o órgão, "sob condições meteorológicas adversas, houve desprendimento de componentes da aeronave em voo, seguindo-se da queda da aeronave".

O avião caiu no Povoado Porto do Mato, em Estância, Sergipe. Gabriel, cantor da música "Jenifer", ia de Salvador para Maceió para encontrar a namorada, Karoline Calheiros, e a família.

No acidente morreram também morreram Linaldo Xavier e Abraão Farias, ambos pilotos. No momento da queda, apenas o primeiro exercia a função, de acordo com a Cenipa.

O relatório aponta que o piloto não avaliou adequadamente os parâmetros para a operação da aeronave com a decisão do prosseguimento do voo em condições meteorológicas desfavoráveis. Com 83h50m de experiência de voo, Linaldo estava somente qualificado para realizar o voo em rota em condições estritamente visuais. A habilitação de Avião Monomotor Terrestre (MNTE) era válida.

"Não considerar os procedimentos previstos para se manter em condições de voo visuais concorreu para a exposição da aeronave a elevado risco de acidente", diz um trecho do documento.

Outro fator citado pelo Cenipa é a indisciplina do voo. "Ao ingressar em área com instabilidade atmosférica e formações meteorológicas, o piloto deixou de observar a ICA 100-12/2016 Regras do Ar, que estabelecia os mínimos de visibilidade e distância de nuvens em Condições Meteorológicas de Voo Visual (VMC)."

"A decisão de manter o voo para Maceió, em condições incompatíveis com o voo visual, demonstraram fragilidades na avaliação da situação, cujos prováveis impactos na segurança do voo não foram adequadamente considerados", afirmou o órgão.

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